

Pela minha cara de felicidade d'a pra ter um id'eia do que foi o show...
Prometo um post falando de como foi, tipo "o texto do fim de semana"
Eu, que nem sou carioca nem nada, ouvi falar que o show do Orquestra Imperial é imperdível. Engraçado(as) como são as coisas, pq tive a oportunidade de ir num show deles e não fui. Agora que a montanha tá indo a Maomé, quero dizer, agora que vai ter show deles lá em Mariana eu vou dar uma conferida! (isto é, se os trabalhos aqui me permitirem ..)
Será que eles tocam Cartola?!
Eu não posso falar do que eu não sei... Taí, uma música que dispensa muitas interpretações!
Não quero amar mais a ninguém (Composição: Cartola)
Segundo dia de blog, e já estou perdendo a paciência.. não consegui alterar a letra, por isso o texto aqui embaixo tá desse tamanho! (aiai...)
Então, esse texto eu escrevi assim meio na empolgação, gosto muito dele. (Não quero transformar esse blog num lugar que só se fala do Chico Buarque, mas confesso que "A BANDA" faz uma referênciazinha aquela canção, sim...)
Um beijo em quem adivinhar de que banda eu to falando...rs!
“E para o meu desencanto o que era doce acabou...”
Domingo de manhã: acordo com um gostinho meio amargo na boca. Não, não é simplesmente por causa das duas cervejinhas da noite passada. É mais. É saudade da noite passada! Ontem assisti pela primeira vez ao show de uma banda que gosto muito e me senti realmente como se tivesse ido a um primeiro encontro: vesti a roupa mais bonita, o sapato novo, as mãos ficaram suando, o coração disparado. Acabei de acordar e ainda o sinto disparado. A vontade que tenho agora mesmo é de ficar parada, bem quietinha, só curtindo a minha inquietação recém- descoberta. Hoje em dia falta um pouco disso na gente, parar pra sentir nossos sentimentos, ouvir nossas palpitações.
Não sei dizer o que sinto...
É como se alguma coisa realmente importante tivesse acontecido e eu só me desse conta agora. Explico: esperei algumas semanas eufórica por esse show. Ficava cantarolando as músicas baixinho e, às vezes, bem alto. Fazia a minha mãe assistir o DVD dos caras comigo sempre que a tv ficava assim de bobeira (ela até começou a gostar e a cantarolar também, mesmo sem saber a letra). Tentava convencer um e outro colega da faculdade menos conhecedor de música (afinal a culpa não é deles...) a ir ao show comigo.Pois é, contava os dias. Mas o melhor dessa espera toda foi ver a Zélia, que trabalha lá em casa, depois de escutar pela centésima vez a mesma música, parar de varrer, olhar pra tv, olhar pra mim e falar toda sorridente alguma coisa do tipo “que música chic, que bonito isso que eles estão falando, Cíntia!” e eu concordar “é mesmo...”, como quem nunca tivesse reparado nisso. Nessa ocasião senti bem aquela coisa de ... “parou pra ver, ouvir e dar passagem” de que fala tão lindamente a música do Chico.
Enfim, chegou o dia. Por uma dessas razões desconhecidas do acaso, que sempre coloca obstáculos na nossa frente, cheguei quase na hora do show. O lugar tava cheio, mas o acaso, de novo mas de forma mais amigável, me reserva um lugarzinho bem do bom,na arquibancada do ladinho do palco, sem confusão. Sentei, esperei exatos cinco minutos o espetáculo começar. Devo confessar que demorei um pouco a ouvir direito as músicas porque as batidas aqui do meu coração eram mais fortes, mas aos poucos fui me acostumando a sentir as músicas e o coração. Senti vontade de descer pra perto da platéia que tava de pé, pra poder compartilhar a euforia que era geral. Liguei pra minha mãe, pra ela ouvir “Quem sabe”, mas acho que não deu pra escutar nada, ela devia estar durmindo.
Achei bonito o show todo. Engraçado como passa rápido...toda vez que terminava uma música eu pensava “Ah, essa é a que eu mais gosto”, só que nas primeiras notas da outra canção eu já tinha lá minhas dúvidas... Foi lindo, foi inesquecível!
Agora estou aqui, no dia seguinte, relembrando, pensando em tudo isso e querendo chegar a alguma conclusão. Penso que todo mundo deveria sentir de vez enquando alguma coisa assim, porque é uma saudadezinha que faz bem. Penso “não importa por qual motivo, pouco importa por qual banda...” Não tenho conclusão. Mas acho que alguma coisa mudou, não acredito que “tudo tomou seu lugar depois que a banda passou.”